• EEG de rotina

    Estudo da atividade elétrica cerebral em condições de repouso e durante as manobras de ativação. O exame é realizado em sala isolada e confortável com o paciente deitado. Obedecendo-se às normas do Sistema Internacional de Colocação 10-20, são dispostos no couro cabeludo 21 eletrodos de prata ou ouro com a ajuda de uma pasta condutora. A duração mínima do exame é de 20 minutos (rotina), podendo, porém, estender-se por horas  dependendo da patologia.
    Durante a realização do exame, realizam-se manobras de ativação cerebral, tais como:
       - abertura e fechamento dos olhos;
       - hiperventilação (respiração rápida);
       - fotoestimulação (estímulo luminoso - flash).
    Estas manobras permitem aumentar o poder do diagnóstico de patologias no cérebro. Normalmente, o estudo é realizado em vigília, estando o paciente em estado de relaxamento e com os olhos fechados, podendo, no entanto, ser realizado durante o sono espontâneo.

  • EEG prolongado

    Como o EEG simples, este exame é indicado para registrar a atividade elétrica cerebral, através da disposição de eletrodos diretamente no couro cabeludo do paciente. As informações alcançadas são levadas a um computador que as registra. O exame prolongado é indicado quando o EEG de rotina (que tem um curto tempo de registro) não é suficiente para registrar anormalidades na atividade elétrica cerebral.

  • EEG com Mapeamento Cerebral (EEG/MC)

    Consiste no processamento estatístico do eletroencefalograma digital que estuda formas específicas de onda, transforma o EEG em um formato gráfico diferente para estudar melhor as informações gravadas, permitindo a visualização gráfica por mapas. O uso do EEG com Mapeamento Cerebral é indicado principalmente nas demências, na epilepsia, esquizofrenia, no transtorno de hiperatividade com déficit de atenção, alcoolismo e transtorno bipolar.

  • Eletroneuromiografia (ENMG)

    É o estudo que permite analisar a fisiologia dos nervos e músculos, dividindo-se tradicionalmente em duas etapas: o estudo da condução nervosa e a eletroneuromiografia de agulha (EMG). O estudo da condução nervosa é a primeira
    parte do estudo e consiste na aplicação de impulsos elétricos nos nervos periféricos com o objetivo de estimulá-los e produzir um potencial de ação. Este estudo permite avaliar a função do nervo, seja motora ou sensitiva, e a velocidade de condução nervosa. O número de choques elétricos depende de resposta individual, porém a intensidade é controlada e não produz lesão. Realiza-se, em seguida, a avaliação com eletrodos de agulha (EMG de agulha descartável), inserindo-se eletrodos nos músculos para avaliar sua atividade durante o repouso e na contração muscular moderada e completa.
    A sensação de picada depende fundamentalmente do nível de relaxamento do paciente, porém alguns músculos podem ficar mais doloridos do que outros. Apesar disso, o exame, que é realizado em condições de conforto e relaxamento, é bastante tolerável. Observa-se, entretanto, que sua interrupção é sempre possível, se o paciente assim o desejar.

  • Doppler Colorido Transcraniano

    O Doppler Transcraniano (DTC) contribui para a avaliação e conduta em pacientes com doenças cerebrovasculares. O exame permite uma avaliação cerebrovascular rápida, segura e não invasiva.
    O DTC pode ser repetido quantas vezes forem necessárias, sem qualquer risco para o paciente, permitindo, portanto, a avaliação durante longos períodos, nos quais outros fatores, como tratamento clínico ou cirúrgico, possam exercer modificações no fluxo sanguíneo cerebral.

  • Potencial Evocado P300

    É um exame que tem como objetivo avaliar as áreas auditivas cerebrais relacionadas com a capacidade de aprendizagem, memorização e atenção. O Potencial Evocado P300 é muito utilizado para a avaliação de alunos com distúrbios de aprendizagem, idosos com demências e pacientes com dificuldade de entender a fala.

  • Potencial Evocado Auditivo de Tronco Cerebral (PEATC)

    Os Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral (PEATC) são utilizados para avaliar a via auditiva e o tronco encefálico, dispondo-se eletrodos na região lateral do couro cabeludo e estimulando-se a audição de cada ouvido, separadamente, através de um click sonoro.
    Os PEATC são de grande interesse clínico para o diagnóstico de doenças da região sensorial auditiva do sistema nervoso por permitirem estabelecer correlações entre alterações e sítios de lesão, uma vez que são resistentes a sedativos, e por poderem ser realizados sem cooperação importante do paciente, como no caso de sua aplicação em crianças.